MESQUITINHA, POR QUE PARTISTE, CARACA? NÃO ERA HORA! por Mário Rubial

MESQUITINHA, POR QUE PARTISTE, CARACA? NÃO ERA HORA! por Mário Rubial

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Ah… o Mesquitinha. O maior agregador de pessoas que já conheci em toda minha vida.

Campeão da alegria. Ninguém, ninguém, teve a capacidade de reunir tantas tribos como ele.

Nos deixou há dois anos. E cá ficamos, seus amigos e seguidores, órfãos de uma amizade incomparável.

Mas, por que falo dele?

Porque o Giba, membro honorário do grupo, resolveu lembrar do Mesquitinha.

E tome saudade. Mas saudade da boa. Sem tristeza, que o Mesquitinha jamais admitiria.

Em fevereiro deste ano, graças à iniciativa do Naninho e Melek, foi realizado o 2º encontro MESQUITINHA NA VEIA.

Bela festa. Na rua Pindorama, em Santos,  que o Kiko Campos tão bem retratou em uma de sua crônicas.

Tínhamos as mesmas preferências: botecos, restaurantes, músicas e a paixão incondicional pelo Rio de Janeiro.

Certa vez, coincidiu um encontro no Rio. Sabedor de meu amor pela cidade, tascou-me o apelido de : “Meu GPS de botecos no Rio de Janeiro”.

E marcamos uma cervejada no Belmonte. Mas, no Belmonte do Flamengo, o pioneiro.

E para comemorar, comprei um Guia de Botecos do Rio de Janeiro para presenteá-lo.

Mesquitinha era uma alegria só. Não que fosse novidade para ele. Afinal, conhecia mais botecos no Rio do que eu em quase trinta anos de frequência na Cidade Maravilhosa.

Mas sentiu-se homenageado.

Bebemos, conversamos muito, e fomos embora, cada um para o seu hotel.

Meia hora depois, ele telefona, com sua voz rouca e inconfundível:

– Mário, esqueci o Guia no táxi… Puta que pariu!

– Calma Mesquitinha, reponho, sem problemas. Até porque você nem precisa de guia…

E rimos , como sempre.

Passaram-se umas quatro semanas. Recebo em casa um envelope. Volumoso.

Abro e…  surpresa!

Mesquitinha estava no Rio e, como era seu hábito, não perdia uma peça de teatro, um show, um musical. Ele adorava!

Abri o envelope e lá estava um livro maravilhoso: “ORQUESTRA TABAJARA”, de Severino Araújo. E que nós adorávamos. E com a seguinte dedicatória:

– Mário, “a vida é um dancing: dois pra lá e um pra cá”.

Esse incrível amigo homenageou-me duas vezes: por lembrar de mim e porque meu pai foi dono de taxi-dancings na década de 40/50.

Porra, Mesquitinha, que sacanagem!

Poderia ficar mais um pouquinho, só mais um pouquinho.

 

 

 

DICA DE BOTECO

E já que falamos no Belmonte…

O pioneiro, fica na praia do Flamengo,300

Rio de Janeiro – RJ

 

 

 

FRASE DE BOTECO, em tempos da Lava-Jato

Os canalhas também envelhecem.

Rachel de Queiroz

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