Papa Francisco e o meio ambiente

Por Arnaldo Jardim

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O Papa Francisco estabeleceu uma relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta na encíclica “Laudato Si” sobre o cuidado da casa comum, divulgada no dia 18 de junho, onde ele aponta o comportamento perigoso de um sistema econômico que ameaça o futuro da humanidade.  É a primeira vez que um pontífice demonstrou uma preocupação tão direta com a ecologia, afirmando a necessidade de ver, com os olhos da fé, a beleza do plano de salvação de Deus, a ligação entre o ambiente natural e a dignidade da pessoa humana.

Pode parecer exagerada a afirmação do Papa, onde ele diz que ‘a Terra […] parece transforma-se cada vez mais num imenso depósito de lixo”. Mas ao analisarmos os problemas ambientais existentes, que afetam a qualidade de vida, a oferta de água e alimentos, além de causar enchentes, poluição e contaminação, vimos que isso é uma constatação diante o impacto social e econômico.

Tratar o meio ambiente como fonte sustentável de energia e manutenção das funções e componentes do ecossistema é um imperativo.

Historicamente, os interesses econômicos se sobrepuseram às questões ambientais. Hoje, a sociedade sofre com o uso desmedido dos recursos naturais e com a pobreza mundial num mundo de altíssimo consumo.

O uso desproporcionado dos recursos não renováveis, principalmente de petróleo e carvão são altamente poluentes. Isso reforça ainda mais a nossa preocupação com o setor sucroenergético. Um dos trabalhos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo é implantar projetos que possam moderar o consumo e maximizar o uso e fomentar tecnologias baseadas em combustíveis de fontes renováveis.

Vivemos em um cenário de valorização do combustível renovável. Os Estados Unidos, por exemplo, estão desenvolvendo o etanol com milho, tão abundante em sua produção agrícola. E o Brasil está perdendo mercado com a desvalorização da produção da cana-de-açúcar. Nós temos um potencial enorme para ser vanguarda nesta nova economia verde.

É inegável que houve algum avanço na organização das práticas e políticas sustentáveis, mas o Brasil ainda não atingiu um resultado satisfatório. Isso porque o governo federal ainda não ajustou a economia para reduzir essas emissões tão nocivas ao meio ambiente.

Na agricultura, o Brasil possui exemplos de repercussão internacional sobre o desenvolvimento de biotecnologias que geram riquezas por meio do adequado emprego de componentes da biodiversidade.

A preservação da natureza e da biodiversidade garante a proliferação da vida! A preservação da Amazônia e a bacia fluvial do Congo, ou os grandes lençóis freáticos e os glaciares são importantes para o futuro da humanidade.

O investimento em tecnologia e educação é um compromisso do Governo do Estado de São Paulo, pois cremos em por meio de ações públicas de conscientização, aliadas a ações práticas já adotadas são fundamentais para superarmos esse problema.

O governador Geraldo Alckmin está empenhado em buscar novas oportunidades para a reciclagem, sustentabilidade ambiental, utilização de fontes renováveis, e o biodigestor casa perfeitamente com esse processo.

Tenho convicção de que devemos ter uma visão integrada com o cuidado ambiental. Precisamos ter a capacidade de converter desafios em oportunidades. É um desafio que vamos enfrentar juntos.

Arnaldo Jardim é Secretário de Agricultura do Estado de São Paulo

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