VIVA O JUVENTUS! MAS O DA MOOCA, MEU! por Mário Rubial

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Hoje acordei indignado e disposto a distribuir porrada nesse povo que dirige o Juventus. Orra meu, estou falando do time da Mooca. Não aquele timinho de Turin.

Pois é, como todo paulistano, adoro o Juventus e a sua localização. Penso que a Mooca é o bairro mais paulistano que existe.

Nos 25 anos que convivi com outra paixão, o Rio de Janeiro, meus amigos cariocas brincavam comigo, tentando falar meio “italianado”. Era muito divertido, até porque o Faustão consagrou a expressão “orra, meu”, no seu programa de domingo. E não é incomum encontrar um carioca escorregando no sotaque da Mooca.

Todo esse palavrório pra manifestar minha indignação com a trajetória do nosso “Moleque Travesso”.

Não existe um único paulistano que não tenha carinho pelo Juventus. Não importa qual  o time do coração. A camisa grená sempre está em segundo lugar.

Rejeição ZERO!

Vejam se não é pra ficar indignado:

– Está localizado numa região de bom poder aquisitivo, com mais de 4 milhões de habitantes;

– Orgulho de todo cidadão da Zona Leste;

– Como já citado é o segundo time de qualquer paulistano;

– Tem uma belíssima sede;

– A cor da camisa é grená, a cor mais linda de todos os times de futebol do planeta. Estou pouco ligando para meu exagero.

Santo Deus, o que mais falta para fazer um time de sucesso?

Falo tudo isso, porque há uns 20 anos, fui procurado por um colega da TV Globo, pedindo que eu atendesse um garoto que gostaria de ter noções sobre licensing, área que dirigi na época.

Não lembro mais do nome do garoto, mas conto o desenrolar da história.

Ele era estudante de comunicação e o pai, Sr. Duarte, empresário que desenvolvia um trabalho junto ao time profissional do Juventus. A empresa que patrocinava chamava Euroexport e objetivo era formar bons jogadores e vender para o exterior. Um deles, o zagueiro Alex, foi bem sucedido e rendeu um belo faturamento.

Recebi o menino para uma entrevista e percebi, de cara, que ele tinha planos bem ousados.

Embora jovem, havia percebido o enorme potencial do Juventus. E queria saber como licenciar produtos com a marca.

Disse a ele que poderia ajudá-lo no início, mas não profissionalmente. Era empregado da TV Globo e eticamente, não me sentia confortável.

Comentei com Marcelo Duarte, meu Diretor à época, que entendeu não haver nada de mais nessa minha colaboração. Não havia conflito e eu podia trabalhar à noite e nos finais de semana.

E lá fui formar uma equipe.

Gerson Cury, para me ajudar no marketing, matéria onde até hoje é um craque. Paulo Costantini, meu primo e amigo, engenheiro de reconhecida competência para auxiliar na reforma do estádio da Rua Javari. E finalmente, Edson Lapolla, que tornou-se meu amigo por ocasião de um projeto que a Editora Rio Gráfica desenvolveu junto à Gessy Lever, onde ele era Diretor. Além disso, Lapolla sabia tudo e mais um pouco sobre futebol.

Para começar, contratamos os trabalhos da Neyza Furgler, excelente profissional da área de pesquisa. E a partir daí, desenvolvemos um plano maravilhoso. Para se ter uma idéia do requinte, sugerimos que as ruas da zona leste contempladas com Zona Azul, fossem transformadas em Zona Grená. Não seria genial?

Porém, e sempre tem um porém, o Sr. Duarte faleceu e o Presidente do Juventus, cujo nome não recordo, não prosseguiu com o projeto.

Uma pena porque o time do  Juventus, embora vá de mal a pior, poderia reverter facilmente e desenvolver um plano para colocar o  Moleque Travesso no merecido lugar de destaque.

Oremos…

FRASE DE BOTECO

O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia.

Millôr  Fernandes

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