JAIR. Por Mário Rubial

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Tenho muitas lembranças, boas, do nome Jair.

O primeiro Jair que conheci foi o Alves da Silva. Primo irmão, com quem mantive amizade até ele morrer. Na década de 50 e durante muitos anos nossa família se reunia na chácara deles, na Rua Aspásia. E que hoje faz parte da região valorizadíssima da Faria Lima. Incrível, né? E teve também uma passagem engraçada, quando tínhamos 5 anos, e que me rendeu o primeiro e um dos poucos porres que tomei na vida. Conto a história:

Minha mãe costumava preparar uma gemada para mim, todas as manhãs. Como eu não gostava daquele troço amarelo, ela  acrescentava uma gota de vinho do Porto para torná-lo mais palatável.  Vai daí que, um certo dia, minha mãe foi até uma vizinha e demorou uns 5 minutos. Tempo suficiente para eu fazer a porcaria. Falei pro Jair:

– Se uma gota de vinho do Porto é tão gostosa, imagine caprichar na dose… e foi aí que se deu o tal de primeiro porre!

Outro Jair que conheci foi o magistral Jair da Rosa Pinto, o famoso Jajá de Barra Mansa, um dos maiores jogadores que conheci e que fez parte dos timaços do  Flamengo, Vasco, Palmeiras e Santos nos anos 50.

Depois teve o Jair Rodrigues, que conheci pelas mãos da Suely Miranda, minha amiga até hoje, e que cultivava grande amizade com o intérprete de Disparada. Em crônica publicada em maio de 2016, conto essa deliciosa passagem.

Outro Jair inesquecível, foi o da Copa de 70, o Furacão. Fez o diabo e mais um pouco naquela maravilhosa Copa, realizada no México, e que deixou marcado o nome da gloriosa Seleção Brasileira como uma das melhores de todos os tempos. Também pudera: além do Jairzinho havia o Carlos Alberto, Gerson, Piazza, Clodoaldo, Tostão, Rivelino e mais um monte de craques. Ah, sim, e um tal de Pelé. Conhecem?

Abro passagem para o grande sambista Jair do Cavaquinho. Lenda da Portela, fez parte de um grupo maravilhoso, A Voz do Morro. Um aperitivo do talento? Lá vai, vocês lembrarão, tantas gravações foram feitas:

Vai, pecadora arrependida,

Vai tratar da tua vida,

Por favor me deixe em paz…

Outro Jair muito importante, foi o Amorim.  E, com seu grande parceiro, Evaldo Gouveia compôs músicas maravilhosas nos anos 60/70: Alguém Me Disse, Que Queres Tu de Mim, o Trovador e mais uma penca de composições maravilhosas.

Bem, acho que não esqueci nenhum Jair importante, não é mesmo?

FRASE DE BOTECO

Impunidade é uma ideia na cabeça e uma Câmara dos Deputados na mão.

Eugênio Mohallem

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