DEBATER FORTALECE A DEMOCRACIA. HUMANOS NÃO MORDEM CACHORROS. Por Roberto Livianu

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A polarização rasa tem sido lamentavelmente a regra no Brasil, simplesmente criando-se a partir de qualquer pseudotema uma narrativa em que se sagra vencedor aquele que grita mais alto, que utiliza a arma mais letal, que ataca de forma mais agressiva, fabricando e propagando descaradamente mentiras.

Dissemina-se ódio e assassinam-se (nunca gratuitamente) reputações. Anões decadentes e desprestigiados no universo midiático, que quase nada têm a perder, fazem isto frequentemente, muitas vezes a mando de poderosos covardes, visando a calar vozes críticas. Gente sem hombridade que fica escondida para evitar ainda maior desgaste às suas já corroídas imagens.

A disposição e a coragem de outrora para debater democraticamente vem se dissipando a cada dia, prevalecendo a versão construída artificialmente em sombrios e fedorentos laboratórios digitais, divorciada da verdade, partindo-se sem pudor para o “vale tudo” das fake news, das lacrações e dos cancelamentos virtuais. Agressões têm substituído divergências de opinião e convenhamos: um cachorro, movido por impulsos inerentes aos animais, pode morder um ser humano, mas seres humanos jamais podem morder cachorros.

Por mais que rosnem, por mais horríveis que sejam seus latidos e danosas suas mordidas, sem “frases inteiras com começo, meio e fim”, reagir da mesma maneira equivale a igualar-se aos animais. Recuso-me e manterei a mesma atitude, preservando a fé no trabalho honrado, no debate leal e democrático e nos valores da integridade, ética e verdade.

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